O carioca Francisco Chaves, de 29 anos, atualmente faz parte do seleto grupo de sommeliers homologados pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS Brasil). Até conquistar uma das mais importantes condecorações do ramo, ele estudou e trabalhou muito. No Rio, seu último emprego foi como commin no Le Vin Bistro, o mesmo que o emprega em Brasília há quatro anos e meio. Sempre atuando em restaurantes, ele começou pela cozinha até se arriscar na parte do salão. Para se especializar, fez no Senac o curso de Garçom, que o levou a participar da primeira edição do Prêmio Excelência Senac, em 2014, onde conquistou a medalha de ouro.

“Era commin no Le Vin do Rio e vim para Brasília ajudar na inauguração do bistrô daqui. Acabei recebendo uma proposta para ficar e aceitei. Foi então que decidi estudar e fiz cursos de sommelier e de garçom para evoluir de cargo”, conta. Por meio do Programa Senac Gratuidade (PSG) ele conseguiu ser selecionado para o curso de Garçom. “Fiz esse curso para me especializar na profissão que já exercia. Na época em que ainda estudava sai do cargo de commin para ser auxiliar de sommelier, que faz praticamente a mesma coisa que o garçom, só que com um pouquinho mais de experiência em vinhos”, destaca ele. “O curso do Senac foi muito bom, a didática, o professor, foi tudo maravilhoso”, afirma.

Para competir no Prêmio Excelência Senac, Francisco participou de um processo seletivo entre diversos alunos. Fez prova escrita e testes práticos e ficou entre os quatro finalistas do seu curso. A competição, realizada anualmente desde 2014, é um projeto pedagógico de iniciativa do Departamento Regional do Distrito Federal e tem o objetivo de desenvolver perfis profissionais compatíveis com a qualidade exigida pelo mundo do trabalho e da cidadania, nos níveis e modalidades oferecidas pelo Senac. No dia da competição, foram avaliados quatro alunos de cada curso que participaram de provas simulando ambientes reais de trabalho. “A competição me ajudou bastante. Ela serviu como uma alavanca para aprender um pouco a lidar com multidão, plateia e jurados, porque fazer o trabalho que você faz todos os dias é uma coisa, agora, fazer na frente de muitas pessoas te avaliando, é completamente diferente. A pressão é muito grande”, explica. “Foi muito positiva a experiência de lidar com o público, perder a timidez e ver que a nossa profissão está sendo bem reconhecida. Foi um aprendizado muito bom”, afirma Francisco.